domingo, 28 de dezembro de 2014

Expedição ao Monte Roraima - Trekking

Olá amigos,

Já fizeram trekking ou hiking?

Tenho andado afastado das publicações porque me envolvi numa aventura completamente inesperada e que eu jamais poderia deixar de participar: - Subir o Monte Roraima!

Peraí.... como assim rsrrs. Antes de mais nada vamos colocar uns pingos nos í's.

O que é o Monte Roraima? Vamos recorrer à Wikipedia. 

"O monte Roraima é uma montanha localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepui, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do planalto das Guianas. Delimitado por falésias de cerca de 1.000 metros de altura, seu platô apresenta um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que se estende a seus pés. Assim, o alto índice pluviométrico promoveu a formação de pseudocarstes e de numerosas cavernas, além do processo de lixiviação do solo. A flora adaptou-se a essas condições climáticas e geológicas com um elevado grau de endemismo, onde encontram-se diversas espécies de plantas carnívoras – que retiram dos insetos capturados os nutrientes que faltam no solo. A fauna também é marcada por um acentuado endemismo, especialmente entre répteis e anfíbios. Esse ambiente é protegido no território venezuelano pelo Parque Nacional Canaima e no território brasileiro pelo Parque Nacional do Monte Roraima. Seu ponto culminante eleva-se no extremo sul, no estado venezuelano de Bolívar, a 2810 metros de altitude. O segundo ponto mais alto, com 2772 metros, localiza-se ao norte do platô, em território guianense, próximo ao marco de fronteira entre os três países.
Descoberto apenas no século XIX, o monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é feito pelo lado sul da montanha, através de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro. A escalada por outros pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos." (Fonte: wikipedia, link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Roraima)


O que "trekking" e o que é "hiking"? Ambos se referem a caminhadas. A diferença é que no trekking a caminhada deve ser superior a 20 horas. Tem muita gente que faz hiking e diz que fez trekking porque não sabe a diferença. Mas essas discussões conceituais são bobagens.

Pronto, colocado o objeto da aventura, vou dizer o que houve.


Agora em outubro recebi a ligação de um amigo (militar, Capitão do Corpo de Bombeiros) dizendo que tinha um convite que ele achava minha cara: Subir o Monte Roraima em janeiro/2015. Me perguntou se eu queria entrar na equipe.

Confesso que não tinha a mínima idéia de como encarar o desafio, conhecia apenas a localização geográfica, mas pouquíssima informação.

Fiquei super animado com a idéia. Um grupo de 7 pessoas, dos quais conheço apenas um (esse amigo que me ligou). A viagem ocorrerá em janeiro.

Treinando trilhas, na subida da
Serra de Maranguape-CE, em direção
à Pedra Rajada.
Meu aniversário é no dia 20 de janeiro (47 anos). A conquista do Monte Roraima é uma boa forma de começar o ano e celebrar mais um ano de vida.

Por enquanto eu estou nos preparativos: Pesquisas, aquisição de equipamentos específicos, intensificação dos treinamentos físicos, etc.

Estamos super estimulados, trocando informações pelo Whatsapp. Faltam apenas 10 dias para minha viagem, a partir de hoje. 

Nos encontraremos no dia 08/janeiro em Boa Vista. Dia 09 já estamos na estrada em direção à Venezuela. Vamos atacar a montanha por aquele lado porque o lado brasileiro é um imenso paredão, acessível apenas através de escalada com cordas (o que não é nosso foco).

Prometo que vou postar todos os registros. Quero ver meus companheiros quarentões, quase cinquentões como eu, estimulados a realizar sonhos e manterem-se com saúde e fisicamente ativos, por muito tempo.

Vou dar o exemplo e deixar todas as dicas do que fazer ( e do que não fazer) para que a aventura seja uma boa lembrança. Quem sabe eu abraço essa idéia e participo de outras aventuras parecidas.

Abraço a todos! Nos encontramos na segunda quinzena de janeiro, quando eu postar aqui tudo que realizei.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Fortaleza - Canindé - A viagem no trike

Olá amigos!


A saída de casa
Fiz a viagem que havia falado na postagem anterior. Porém, antes de comentar, preciso fazer uma retificação. Na verdade a viagem foi de (quase infinitos) 140km.

Éramos 6 trikers (triciclistas), em meio a uma estimativa de 90 a 100 ciclistas, saindo de Fortaleza próximo às 20h.

A organização do evento, que é anual, atuou de forma perfeita na minha opinião. 

Logo na saída havia frutas, água, barras de cereais e gatorade para todos os participantes. 

Na primeira parada, em Maranguape (município vizinho a Fortaleza), fizemos um lanche leve, através de um dos patrocinadores (um supermercado), composto de sanduíche, suco, frutas, repositores, etc.

Quando saímos de Maranguape começaram as intermináveis subidas. Caramba, nunca na minha vida vi tantas subidas numa estrada. 

Eram tantas subidas que eu pensei que Canindé ficava no céu, na mesma altitude do Pico Everest.

No percurso todo havia sempre um caminhão de apoio, uns 03 ônibus, ambulância, escolta da polícia.

Vou tentar apenas resumir em uma lista as impressões mais marcantes:
- Faça uma revisão geral na sua bike ou trike.
- Leia sobre o percurso com antecedência e tente conhecer as condições atuais do trajeto.
- Tente pensar em tudo que você vai precisar durante a viagem, com cuidado pra não exagerar no peso.
- Numa viagem tão longa você sente bastante a diferença de peso de uma bicicleta e um trike; nas descidas ele corre muuuuuito mais rápido que as bicicletas, mas nas subidas o sofrimento é muuuuuito maior;
- O peso médio de uma bike vai de 7 a 14kg. O trike pesa cerca de 24kg.
- Se por um lado a bicicleta é mais leve e o gasto de energia é menor, por outro a aerodinâmica do trike, a posição de pilotagem e o banco trazem um desgaste bem menor; ao final da prova havia ciclistas que sequer conseguiam sentar, com dores nas costas e na bunda.
- Se a sua intenção é fazer um tempo de prova menor, vá de bike, mas se curtir o passeio é mais importante pra você, vá de trike.
- A viagem foi noturna, teve gente quebrando a bicicleta e caindo no escuro; de trike você não cai.
- Pra não sofrer tanto com o desgaste físico de um trajeto longo assim, treine muito e com bastante antecedência; se você não costuma pedalar, fique certo que vai jogar a bike no caminhão e subir no ônibus; pode ter certeza que isso não é como pedalar naqueles passeios noturnos.
- Mesmo que você vá com seus amigos, depois de percorridos 50% do percurso, siga no "seu" ritmo; não adianta forçar a barra pra acompanhar o primeiro pelotão; se você ultrapassar seu ritmo por muito tempo, você vai quebrar e não chega no final.
- Vale a pena uma experiência dessas na sua vida, mesmo que seja somente uma vez; você pode descobrir que seus limites estão muito além do que você imaginava, muito além mesmo.
- Seja tolerante com você mesmo e com seu corpo, se não der, não deu. Muita gente desiste e isso não significa nada, haverá outras oportunidades. Mais da metade dos participantes desiste. Mas se a questão for apenas cansaço, vá devagar e você vai chegar. Completar o percurso traz muita satisfação, mesmo que seja em último lugar.
- A estrutura e suporte oferecidos pela organização do evento é muito importante, colete informações acerca da realização de outros eventos da mesma natureza.
- Hidratação é importantíssimo!!!
- Não coma demais antes, nem durante a prova. Isso pode ser um problema.
- Registre tudo que for possível (fotos). Essas recordações são preciosas.
- Se alimente bem (com qualidade) após a prova.
- Descanse bastante.
- Não tome relaxantes musculares nem qualquer outro remédio sem consultar um médico depois de uma prova de tamanho esforço. Você pode acabar com os rins!!!
- Use capacete, luzes (mais de uma) com pilhas novas, luvas, tênis adequado, ou seja, equipamento completo de segurança.

É isso!

Completei o percurso em cerca de 8,5 horas. Cheguei exausto. Após 80km pedalando pensei diversas vezes em desistir. Acabei me distanciando do grupo, num ritmo mais lento, mas cheguei até o final pedalando.

Havia um bom café da manhã nos aguardando, numa casa com local para banho.

A viagem de volta foi excelente. Ônibus leito para os ciclistas e caminhão baú para as bikes e trikes. Tudo com segurança.

Abraço a todos!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fortaleza - Canindé - 124km em um trike

Olá amigos!



Estou me preparando para viajar de Fortaleza a Canindé, usando meu trike (ou triciclo, ou recumbent trike).

São 124km a serem percorridos no próximo dia 18/out/2014, saindo às 19h, com previsão de chegada  no amanhecer do dia 19/out.

Estou ansioso porque nunca fiz um percurso tão extenso.

Porém, pelo que pude coletar de informações, no grupo haverá pessoas de várias faixas etárias e compleição física. Não são atletas profissionais. Isso me tranquiliza um pouco.

Quando viajar vou fazer todo o registro e postar aqui, para ajudar quem tem vontade de fazer algo
parecido. Afinal eu  procurei e não encontrei nada sobre o assunto Fortaleza-Canindé.

Quem tiver dicas, por favor, poste neste blog!

Por enquanto vou deixar aqui um vídeo que fiz no último domingo, 12/out/2014, passeando com amigos de trike (recumbent trike ou triciclo).

Abraço a todos!




domingo, 28 de setembro de 2014

Bike elétrica é uma boa?

Olá pessoal!

Eu adoro novidades e não me aguento enquanto não experimentar uma coisa nova. Mas antes da novidade vou fazer um histórico.

A cidade onde moro, Fortaleza é quente, bastante quente. Apesar disso, como é litorânea, é ventilada. Isso ajuda a quem pedala. Tem sol, mas é muito ventilado.

No entanto, para quem trabalha, atravessar longas distâncias pedalando no horário de expediente, fica complicado. Você acaba suando. Especialmente quando precisa usar paletó, blazer ou uma roupa mais social. 

Vou trabalhar de bike mas, eventualmente, preciso sair para reuniões em locais distantes e, nesses dias, acabo indo de moto ou de carro, a contragosto claro.

Isso me fez começar a pensar numa outra possibilidade e o título deste post diz tudo: - Será que uma bike elétrica seria uma boa?

Comecei a pesquisar. Descobri que os primeiros modelos vinham com bateria de chumbo, pesadíssimas. As bicicletas chegavam a mais de 40kg, o que tornava inviável pedalar no caso da bateria acabar. Pra piorar tinham a autonomia: 30 ou 35km com uma carga. Pessoalmente acho pouco. Essas bikes ainda estão no mercado.

Continuei minha pesquisa afastando logo de cara as elétricas com bateria de chumbo.

Voltei o foco para aquelas com bateria de Polímero de Lítio

Olhei vários modelos de bikes elétricas nacionais, além dos kits para conversão de bikes comuns em elétricas.

Tudo isso me deixava bastante chateado porque eu percebia que muita gente pensava na bike elétrica como um meio de parar de pedalar. É o que acontece com as chamadas "e-bikes". E não é isso que eu quero! Se for pra sair acelerando, vou de moto mesmo, ora.

O grande lance da bike pra mim é pedalar. Com esse foco, ficou mais fácil delinear o que eu procurava.

Nessa busca, quase por acaso, descobri um modelo, mais ou menos recente da Dafra: - A Dafra DBX VT.

A bateria é de Polímero de Litio e a bike toda pesa 25kg. Vem com alguns acessórios interessantes (daqueles a gente acaba comprando por fora: luz dianteira, traseira, retrovisores, buzina, etc).

A autonomia é incrivelmente maior que as demais: 70km!!! Bastante hein, o dobro das bikes com motor no cubo.

O motor dela fica ligado ao pedivela. 

Tem um pequeno disco preto, com um sensor, que identifica quando você começa a pedalar e aplica a assistência ao pedal, de acordo com o que você selecionar (níveis de assistência de 0 a 5)

São as PEDELEC's que utilizam o PAS (Pedal Assisted System), que só funciona se o ciclista pedalar. De acordo com o site Bikemagazine, Uma enquete realizada pelo site britânico www.pedelecs.co.uk apontou que 36% dos usuários das bikes elétricas utilizam o motor elétrico o trajeto todo, 25% utilizam o sistema elétrico apenas o bastante para descansar e superar as subidas e 21% usa a força do motor apenas para embalar a bicicleta.

Modelo PAS da japonesa Yamaha
Acredito que essa autonomia tão alta vem da obrigatoriedade de acionar o pedal e ajudar o motor, com a força das pernas.

Comprei uma DAFRA VT. Fiz uma primeira carga e andei 30,40km. Alternei os níveis de assistência entre 3, 4 e 5, sempre pedalando e por muitas vezes percebendo que o motor desligava automaticamente, seja porque eu passava da velocidade máxima de assistência (25km/h) seja porque o nível de assistência estava baixo (3 ou 4 por exemplo, que vai até 15km/h) e eu pedalava mais forte, andando em 18 ou 20km/h.

O indicador de nível da bateria tem 4 divisões. Ao final do passeio esse indicador mostrava consumo de apenas 1/4 de carga. Sendo assim, em tese, se cada quarto de bateria me permitir rodar 30km,  posso chegar a 120km. Claro que isso vai depender do esforço que faço no pedal e do nível de assistência programada.

A experiência promete! Vamos ver se posso deixar o carro e a moto por mais tempo na garagem, indo de bike elétrica pro trabalho e saindo para as reuniões, na esperança de não suar ou, pelo menos, não suar muito kkkkk.

Começarei os testes esta semana e vou postando os resultados e impressões.

Abraço a todos!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pressão alta e atividades físicas

Olá amigos!


Depois de relutar por um ano, ciente de que minha pressão arterial média era de 130/90, às vezes 140/100, acabei cedendo e fui me consultar.

Também, diga-se de passagem, eu já estava de saco cheio de ficar monitorando todo dia, rsrsr.

Na cardiologista relatei toda minha história de vida, meus antecedentes familiares, blá, blá, blá. Antes de qualquer opinião, ela me passou uma série de exames: hemograma completo, mapa (24 horas com uma máquina medindo minha pressão e fazendo um relatório), ecocardiograma, enfim, tudo que ela pediu eu fiz.

Meu pai tinha pressão bastante alta e, do lado da família da minha mãe, o histórico é limítrofe.

Como eu já mantenho uma boa dieta, com verduras e frutas, sem exagero de sal, atividade física, não havia mais fatores para afastar.

Levei os exames e o resultado foi: - Eu precisava começar a tomar os "remedinhos" todo dia, kkkkk. Eu sabia que essa hora ia chegar.

Ela me passou um bem leve (Benicar 20mg) e pediu que eu voltasse após 30 dias para avaliar. Pouco após o trigésimo dia voltei e minha pressão estava dentro do padrão esperado, ou seja, 120 por 80 (a coisa mais linda do mundo).

Bom, a lição que tirei disso tudo é que, não adianta apenas manter atividade física e alimentação adequada.  A gente tem que fazer os exames de rotina e aceitar o que vem com a idade.

Claro que esse comportamento comedido e uma rotina saudável retardam e ajudam a controlar a doença (pressão arterial elevada é um tipo de doença crônica), fazendo parte, inclusive, do tratamento.

Meu irmão mais velho, por exemplo, que não faz atividade física com frequência, começou a tomar remédio para controlar pressão aos 40 anos, enquanto que eu comecei aos 46.

Mas mas não foi o suficiente. É uma doença e precisa de tratamento com remédios, quando for o caso. E o no meu caso sim.

O comprimido já está na rotina. Acordei, tomei rsrsrs.


Abraço meus amigos,

Se cuidem!!!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Surf fora de temporada - Corrida, bike ou skate.

Olá amigos,

Puxa, estou chateado com o tempo aqui em Fortaleza. Temporada de ventos. É péssimo para a prática do surf porque o mar fica muito agitado, mexido, quebrando demaaaaais mesmo.

Pra quem não é dos melhores surfistas como eu, aí o bicho pega. Você entra naquela batalha mental: - vou sair pra surfar e encontrar aquele mar ruim, só cansaço e pouca produtividade? Vou ficar em casa e perder o condicionamento, perder o ritmo de remada?

Não adianta muito querer lutar contra a natureza. Ou você vai pra uma praia mais distante e menos agitada, ou vai encarar aquele "liquidificador" todo dia.

Eu to cansado disso. Pra não perder o condicionamento por completo, voltei a correr. Três vezes por semana estou fazendo 5km, na rua mesmo. Não tô a fim de ficar rodando no calçadão pelo mesmo motivo que não gosto de academia, prefiro movimento.

Me obriguei a treinar fazendo minha inscrição na Maratona Pão de Açúcar. Me inscrevi na maratona com os amigos e tive que treinar pra não pagar mico, rsrsrr, agora que voltei ao velho ritmo peguei gosto novamente.

Como é bom correr, você tem tempo pra pensar, pra pensar em tudo. Chega a ser parecido com o surfe nesse sentido. Quando eu entro no mar esqueço de tudo, só penso na próxima onda. Correndo é parecido, só penso na respiração, na próxima subida, na próxima descida.

Esse meu tênis tá pedindo outro, acho que já tem uns 2 anos. Dizem que tem uma vida útil pra corrida não é? Tipo dois anos mesmo,  e dependendo da frequência, pode ser menos ou mais, mas a média é essa.

De uma forma ou de outra eu já sabia que o surf não é esporte pro ano todo. Esta é a temporada do kite e do wind.

Paciência meus amigos. Agora é correr, skate e bike.

Abraço a todos!


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Adaptando a bolha (parabrisa) da antiga Burgman 125 para a Burgman 125i - Suzuki

E aí pessoal, tudo bom?

Eu cansei de esperar que fosse lançado um parabrisa (bolha) para a Burgman 125i da Suzuki.

Já tinha visto o modelo antigo da Burgman com bolha mas não achei em lugar nenhum uma que fosse feita para o modelo novo, nem na internet. Até achei, mas era caríssimo, quase 500 reais, e ainda assim não tive certeza de que aquele parabrisa ia servir mesmo porque as especificações eram confusas. Além disso, não tinha a marca Suzuki na frente.

Quando levei a minha scooter na loja para a primeira revisão, percebi que no mostruário tinha uma bolha pra Burgman. A vendedora logo me avisou que não tinha pro meu modelo mas, mesmo assim, peguei a bolha e levei na oficina pra colocar só por cima, ver como ficava.

Na mesma hora percebi que uma pequena adaptação resolveria.

Comprei e fiz um passo a passo para vocês seguirem, se tiverem coragem rsrs.

Sigam as figuras e as dicas abaixo que dá certo.

Figura 01 - Essa bolha contém a marca Suzuki e saiu por um preço razoável
Figura 02 - Detalhe do ponto que deverá entrar na bolha preta da carenagem, depois de furada.

Figura 03 - São 4 pontos de apoio da bolha: Nos dois retrovisores e dois pontos na bolha preta que será furada

Figura 04 - Calculando os pontos a serem furados na bolha preta.

Figura 05 - Retire as tampas dos parafusos.
Figura 06 - Quando retirada você verá que se trata de cabeça alen. Perceba que quando você tirar o parafuso ele é longo e tem uma tubo de metal, uma espécie de afastador, embaixo dele, de uns 5 cm. Esse tubinho é importante.

Figura 07 - Solte os dois parafusos prateados laterais
Figura 08 - Solte os dois parafusos pretos, um de cada lado

Figura 09 - Separe os dois lados da carenagem, com cuidado, afastando-as conforme a foto. Você só vai tirar da moto a carenagem amarela, a preta fica lá.
Figura 10 - Solte os três parafusos da bolha preta (por dentro) e pode empurrar as presilhas que ela vai se desencaixar.
Figura 11 - Faça a os furos conforme a foto, usando uma broca pequena, com furadeira

Importante: Depois de furar, pode prender os afastadores na bolha preta (pequena) e prender ela na carenagem amarela. Você monta tudo de volta (carenagem com os dois afastadores na bolha preta, de acordo com a foto, hastes nos retrovisores, conforme figura 13) e só no final de tudo coloca o retrovisor (bolha) e termina de apertar tudo.



Figura 12 - Prenda a porca por dentro sem apertar muito, é preciso deixar uma certa folga para dar certo.

Figura 13 - Faça um corte na borracha exatamente nessa altura para que a haste passe entre a base amarela do retrovisor e o afastador do parafuso (aquele tubinho que falei na figura 06), que vai fixa-la.


Resultado final: Gostei muito!!!


Figuras 14, 15 e 16 - Resultado final

Sugestão: Para evitar arranhões à pintura da moto, eu usei pequeninos pedaços de carpete e coloquei em 4 pontos: entre as duas hastes e os retrovisores, entre as duas pontas do parabrisa (bolha) e a bolha preta pequena. Isso evita ruídos de vibrações e arranhões. Veja as figuras abaixo:


Figuras 17 e 18


Essa bolha que eu peguei deve ser antiga. Tinha uma película, um filme protegendo o acrílico. Acho que era tão antiga que ressecou. Está dando um trabalho danado pra tirar essa película. Tirei a bolha de novo pra deixa-la de molho na água com sabão e ver se amolece.

Espero que tenha ajudado.

Abraço a todos!!!




domingo, 25 de maio de 2014

Fazendo novas conexões neurais II (continuação)

Olá pessoal,

Em outubro de 2013 postei um texto onde falava que estava voltando a usar o skate.

Pois bem, na verdade eu "andei de skate" no período de 1980/1985 aproximadamente, ou seja, dos 12 aos 17 anos. Naquele tempo o pessoal de Fortaleza utilizava bastaste a Beira Mar pra se divertir com skate e patins. Eu usava como meio de transporte hehehe.

Lembro perfeitamente que, aos fins de semana, a Rádio "O Povo" (FM) transmitia ao vivo da Beira Mar, onde havia uma quadra e um bowl (um ao lado do outro).

Nesse tempo, ou você mandava muito bem no bowl ou podia esquecer, você só ia usar a rua ou a quadra mesmo. Não haviam pistas como as de hoje, não tinha YouTube, nem qualquer outra fonte de informação.  Na verdade, em Fortaleza só existiam duas rádios FM, a Verdes Mares e O Povo, como já disse kkkk.

Então, como eu morava longe da Beira Mar e não tinha dinheiro nem condições ir pra lá, meu skate ficou num nível básico. O que eu fazia era apenas dar umas boas pernadas, rodava 180, 360, 720, descia meio fio .... essas bobagens mais básicas. Essa era a realidade desse momento que vivi (e eu era bom no pouco que fazia rsrsr).

Porém, depois disso, sempre que podia ter contato com um skate, pegava e dava umas pernadas, batia um pouco pra lá e pra cá, de maneira que não esqueci o basicão.

Depois de 20 e tantos anos decidi voltar e o contexto é outro. Quem quer mesmo aprender tem o YouTube e um monte de gente boa ensinando, dando dicas, além do que a infra estrutura ajuda demais. Aqui no Ceará, o Governo do Estado lançou um programa para a construção de pistas de skate por todo Estado e, não só Fortaleza, muitos municípios foram beneficiados. Além disso trouxeram etapas e circuitos de campeonato para Fortaleza, o que incentivou bastante a prática do esporte.

Agora que já sou gente grande comprei um skate, equipamentos mínimos de segurança e tô voltando. Mas estou numa fase de empolgação, resolvi escrever e partilhar as experiências.

Descobri excelentes professores no YouTube e estou usando essa midia para estudar, antes de praticar. O Jasiel Calixto, por exemplo, o cara é fera e tem didática. O Rodolfo também é bom, além de ter veia de comediante hehehe. Cada canal com sua característica, mas todos contribuem.

Seguindo as dicas deles e vendo outros videos, sinto que estou dando saltos de qualidade no meu skate.

Acredito que é uma prática esportiva que só trás benefícios, pro corpo e pra mente. Espero evoluir e, quem sabe, aprender umas manobras legais.

Estou me sentindo super bem de saúde e o skate "dá um gás" extra nas pernas, influenciando inclusive o desempenho no surf.

Hoje gravei uns momentos de divertimento e quero partilhar com vocês. Olhem o vídeo abaixo.

Abraço a todos!!!



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Minha experiência com surf (contin. III) - Pequenas evoluções

Olá amigos,


Voltei para a escola de surf pra ver se aprendo o básico das manobras.

Depois de um período inicial quando fiz aulas pra aprender o basicão, no raso, usando a espuma e pranchas emborrachadas e de uma fase seguinte sozinho, entrando no mar com pranchas de fibra, voltei para a escola para pegar umas dicas com os professores.

Senti que era a hora de pedir novas aulas (tipo "nível intermediário") por uns três motivos principais: a) Aprendi a remada e o tempo de entrar na onda, escolhendo direitinho aquelas que valem mais ou menos à pena; b) O movimento de ficar em pé ficou automático (isso é importante) e eu não penso mais nele quando vem a onda; c) Dropar a onda não é mais o suficiente, rsrsrs, não basta apenas andar em linha reta, quero mais, rsrsr.

A "atividade de surfar" continua sendo algo que merece uma observação à parte. Continuo afirmando que surfar é uma atividade complexa que faz muuuuuuito bem ao corpo e à mente.

Adquiri uma câmera à prova d'água muito legal. Além de deixar gravado o que eu faço, me permite avaliar os possíveis erros cometidos.

Nesse um ano e meio de surf, a partir do zero, já passei de uma prancha 7'5 (funboard)  para uma 6'7 (evolution), depois uma menor 6'3 e agora estou com uma 5'10 (fish).

A diferença entre elas é imensa (flutuação, remada, furar ondas, entrar nas ondas, transportar, etc), mas foi uma aprendizado importantíssimo passar por cada uma.

Vejam aí um vídeo que fiz ontem ... as informações de local, data, etc., estão no YouTube.

Link: Surfando na Praia do Futuro, num dia de poucas ondas, em Fortaleza - Ceará.

Abraço a todos!!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Preguiça ou cansaço?

Olá amigos,

Bicho preguiça
Um pouco antes da minha última postagem, há cerca de 20 dias, eu estava tomado de uma inércia terrível.

No meu caso essa inércia era uma falta de disposição para praticar qualquer atividade física. Infelizmente não era a inércia de se manter em movimento, era de permanecer em repouso, kkkkk.

Como isso não é muito comum em mim, essa indisposição para atividade física, encarei a situação como um sinal: - Meu corpo pedindo pra desacelerar um pouco. E assim fiz. Dei esse tempo pro meu corpo.

Foram mais ou menos uns 40 dias de atividades físicas breves e irregulares. Eu só fazia alguma coisa quando estava bem mesmo (tipo correr, surfar, etc.), só pra não ficar 100% parado.

Mantendo a alimentação que eu já consumia, não houve alteração no peso, mas quando comecei a permitir uns docinhos a mais, os dígitos da balança começaram a se multiplicar e, de pouco em pouco, fui acrescendo uns gramas ao peso.

Graças a Deus, coincidente ao acendimento da "luz vermelha", do alerta da balança, a disposição está retornando. Estou voltando a surfar com mais frequência e regularidade.

Os números da balança estão regredindo de novo. Surf realmente é uma atividade física fora de série.

Se fosse em outros tempos eu tinha me obrigado, forçado a prática de alguma coisa, mas tem tanta gente morrendo por conta de exageros que é melhor não arriscar.

Hoje, com 46 anos, preferi encarar essa falta de disposição como um alerta: parei e estou voltando naturalmente. Não sei se isso é cíclico, se vai e volta, nem sei se mais alguém entra nesses períodos de indisposição, mas acho mais prudente respeitar esses sinais.

Respeite seu corpo. A indisposição acaba indo embora.

Ah, lembrei, está chegando o mês de maio e preciso marcar uma nova consulta para avaliação física e exames médicos (checkup geral)!!!

Abraço a todos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Segunda impressão da Scooter Burgman 125i

Olá amigos, tudo bem?


Painel da Burgman 125i

Eu só tenho 10 minutos pra escrever agora .... então este registro vai ser breve, rsrsr.

A Burgman 125i é ótima. Até agora quase 400km rodados sem problemas, só abastecendo.

A média de consumo se manteve em torno dos 37/38km/l. Quando levei garupa a média baixou para 32km/l.

Ratifico o conforto e praticidade da utilização da scooter, como já havia dito na postagem anterior.

Quando ando com garupa, sempre que preciso colocar os pés no chão (parando num sinal, por exemplo), os pés do garupeiro ficam batendo na batata da minha perna.  Acho que o apoio de pé do garupa não fica num local muito adequado. Porém, como ando sozinho em 95% do tempo, não tem problema.

A questão dos pneus pequenos incomoda um pouco no começo mas você começa a ficar  automaticamente seletivo, ou seja, vai escolhendo e evitando as partes acidentadas do caminho.

O escudo dianteiro e a proteção para os pés é fundamental para te manter com as pernas e tênis secos em pista molhada. Não me preocupo mais como antes, quando andava de moto. Poça d'agua não assusta mais rsrsr.

A única coisa que me chateia mesmo são os freios, são muito ruins, borrachudos. Só quem usa essa scooter sabe o que significa ter um freio borrachudo. Eu mesmo não entendia direito esse conceito antes de experimentar.

Você aperta com força e a resposta de frenagem é fraca. Precisa prestar atenção lá na frente o tempo todo, pra se antecipar. A Suzuki Brasil poderia rever esse aspecto. Acho bem difícil porque o projeto é de fora, mas é algo a se pensar para os próximos modelos. Algo que realmente funcione como freio. 

Motor com câmbio automático é ooooutra coisa. Estou muito satisfeito. O torque dela é excelente e a saída no sinal não deixa a desejar diante das motos 125 que ficam paradas ao lado. Você arranca e vai embora mesmo.

No terceiro dia de uso percebi que o guidão dela estava meio desalinhado em relação ao pneu dianteiro. Como se eu andasse reto e o guidão estivesse um pouco virado pra esquerda. Era pouca coisa, mas eu sou detalhista. Fui na loja e imediatamente me atenderam. Em meia hora eu sai de lá com o guidão bem alinhadinho.

Honda PCX 150
Ah .... lembrei. A impossibilidade de colocar um capacete "fechado" sob o banco também atrapalha/atrasa muito. Tenho que prender o capacete com um cabo no bagageiro. Considerando que as concorrentes não têm esse problema (antigo) fico com a impressão que a J. Toledo não está nem aí pra concorrência. Com esse preço salgado da Burgman (paguei R$7.300 em fev/14), a PCX da Honda é um produto muito atrativo! Maior cilindrada, maior espaço sob o banco, design moderno, muito linda. Cuidado Suzuki. Está perdendo espaço.

O gancho para pendurar sacolas (localizado no painel frontal, entre as pernas) tem ajudado bastante. Sempre uso para carregar algumas compras.

Estou quase certo que minha próxima aquisição, dentro de 2 ou 3 anos será uma Burgman 400.  Scooter é show.


Abraço a todos!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Limpeza do capacete.

E aê pessoal, tudo bom?


Este fim de semana criei coragem pra fazer um servicinho meio chato.

Capacete CB300R
Gosto muito de tarefas manuais, mecânica, elétrica, hidráulica, engraxar sapato, limpar e consertar computador, fazer a barra da calça, lavar o carro, a moto, soldar cabos, consertar ventilador, reparar uma fechadura, ou seja coisas de casa que todo mundo pode (e deveria) fazer, mas tem coisas que às vezes você fica adiando porque realmente é chato rsrsr.

Limpar capacete é uma das tarefas que eu considero chatas. Eu acredito que é porque o resultado não é imediato, tem que esperar secar. Mas não é difícil.

Quem usa capacete sabe que, com o tempo, o forro do começa a perder aquele cheiro agradável e começa a ficar com cheiro de cabeça kkkkk, isso aí, cheiro de cabeça. Tô falando de CAPACETE MOTOCICLISMO hein!

Pode ser a pessoa mais cuidadosa do mundo, mas é normal. O sol aquece o capacete, a cabeça libera suor e o forro, naturalmente absorve aquela umidade. Assim a poeira vai aderindo, não tem jeito, fica sujo mesmo. Quem tem caspa, não cuida da higiene do cabelo, aí nem se fala. Não é o meu caso, até mesmo porque eu quase já não tenho mais cabelo; tenho o maior cuidado com os valentes que permanecem no couro cabeludo kkkkk.

Dizem que o período de "validade" de um capacete é de 3 anos. Não encontrei qualquer legislação regulamentando isso, mas essa validade é por conta do afundamento das esponjas que ajustam a distância entre a cabeça e o isopor do capacete.

Como as esponjas vão perdendo a flexibilidade, afundando, vai ficando uma folga no capacete e, como esse equipamento tem que ser usado bem justinho, já sabe né?

Pode ser até que esse prazo seja maior, quem sabe 5 anos. Isso vai depender do uso diário, se não levar pancadas nesse período (quedas e choques), se o enchimento estiver firme, etc.

Já pensou se, na hora que você precisar do capecete, ele rodar na cabeça?

Mas voltando ao assunto da limpeza, o forro do meu capacete ainda está firme, apesar dele ter mais de 3 anos.

Capacete CB300R
Tenho 3 capacetes, mas resolvi dar um trato nesse aqui da foto, um capacete da Honda que eu comprei quando adquiri uma Twister 250. Excelente capacete, quando você calça, sente logo o ajuste confortável. O acabamento, viseira resistente, pintura, fivelas, tudo muito bom (claro que existem melhores, mas esse é um intermediário muito bom mesmo).

Nesse intervalo de tempo, superior a 3 anos, lavei o forro dele 2 vezes, com essa agora são 3 lavagens.

Mas uma coisa me incomodava: o cheiro. Ele nunca ficava "cheiroso". Mas eu tô falando cheiroso meeeeesmo, com aquele cheiro de dar gosto. Eu conseguia tirar o sujo e deixar ele sem qualquer odor, mas não ficava cheiroso pra valer. Porém, dessa vez, usei um ingrediente especial hehehe

Meus capacetes sempre são daqueles que permitem tirar o forro e lavar (laváveis). Ah, inclusive dá pra fazer a mesma coisa com capacetes de bike hein! Tem alguns que você pode destacar o forro e lavar, ou substituir, comprar uma espécie de "refil".

Eu poderia fazer a mesma coisa com o meu capacete, trocar o forro, mas ele não é desses fáceis de achar peças, viseira, forro, dispositivos de trava, etc. Então melhor lavar mesmo.

Coloquei água com sabão em pó num balde, tirei o forro e deixei de molho uns minutos. Nesse intervalo de tempo a sujeira amolece.

No caso do meu capacete o forro se divide em três partes, uma superior e duas laterais. Depois do molho, você pega nas partes do forro e percebe a poeira e uma agua escura se soltando.

Eu esfreguei um pouco, troquei a água e fiz o enxágue com água limpa, até a água escura parar de escorrer. Tem gente que usa amaciaste no enxágue.

Depois que ficou seco, tudo pronto pra montar, percebi que ele estava apenas com o cheiro do sabão em pó, cheiro de limpo, nada demais.

Foi aí que me veio na memória um spray que eu tinha comprado na Centauro (EU NÃO SOU GAROTO PROPAGANDA DE NINGUËM VIU rsrssr). É o "Limpa Tênis Oxer".

Originalmente eu tinha comprado esse spray para limpar meus tênis, tipo uma limpeza a seco. Você aciona o spray e, quando ele entra em contato com o nylon, imediatamente faz uma espuma, tipo espuma de barbear, sabe?

Fiz o teste, apliquei a espuma e segui as mesmas instruções que sempre uso pra limpar os tênis.

Caramba, pense num capacete cheiroso!!! Ficou com cheiro de novo.

Esse spray é feito pra tirar sujeira e perfumar. Deu beeeem certinho rsrsr. Gostei demais do resultado.

Eu podia ter usado só ele (o spray), sem lavar o forro antes, como faço com os tênis, mas acho que não tinha ficado tão limpo e cheiroso como ficou.

Na próxima eu troco de capacete. Não estou a fim de procurar forro novo. Quando precisar de outra lavagem vou comprar outro capacete.

Fica a dica aí galera!

Abraço a todos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Moto ou scooter?

Olá amigos,




Yamaha - RX 125
Em 1983 tive meu primeiro contato com uma motocicleta. Meu irmão mais velho, saudoso Plácido Antonio (falecido), comprou uma Yamaha RX 125 que eu achava o máximo (igual a essa da foto). Naquela época eu andava muito de bicicleta, era meu transporte principal, então o assunto "duas rodas" era apaixonante.

No entanto, como eu era pivete, meu irmão não me emprestava a moto. Como ele usava pra trabalhar, no fim de semana ela estava imunda. Ele me botava pra lavar a Rx-zinha e só assim eu conseguia dar uma volta na rua onde a gente morava, no bairro de Fátima, aqui em Fortaleza mesmo.

Era só ir até a esquina e voltar uma única vez kkkk, mas era bom demais. Eu ia beeeeem devagar pra o passeio demorar ao máximo.

Yamaha - RX 180
Depois dela, ele possuiu uma RX180 (Yamaha), que era uma super moto. Naquele tempo, as motos de maior cilindrada não eram muito acessíveis. Naquele período também eram populares a  Honda 400/450 (que era um verdadeiro tanque de guerra) e da XL 250 (mas essas eram meio caras).

Depois da RX 180 ele comprou uma Yamaha TT125, que ele acabou me dando e essa foi minha primeira moto. Estava toda acabadinha mas era minha. Isso provavelmente ocorreu em 1987. Eu ia pra faculdade na TT125 (Unifor), e fazia fumaça demaaaaais kkkkk. Minha mãe custeou a recuperação da moto na oficina do
Yamaha TT125
"Fininho", que ficava ao lado da Italpeças (única revenda Yamaha que existia em Fortaleza por muitos anos).

Mas era meu transporte e eu adorava aquela moto. Eu achava o máximo o design off road dessa pequena moto de 2 tempos. Quando eu estava a 5 quarteirões de casa o cachorro já sabia que era eu, porque o barulho do escapamento era muito alto, kkkk.

Depois desse período já andei em tanta moto que nem lembro direito. 

Honda XRE 300
Tive uma RX125 bem parecida com a primeira moto do meu irmão, uma Agrale 16.5 vermelha refrigerada à água, uma Honda 400cc (caindo aos pedaços rsrs), uma Honda biz (pouquíssimo tempo) uma Yamaha RD 135, uma Honda CG 125, uma Honda Titan, duas Honda Twister 250, uma Honda XRE 300.

Minha XRE 300 dourada era uma máquina e tanto. Tanto tinha presença, como motor. A moto era linda mesmo, tanto que a Honda ainda está fazendo com o desenho praticamente igual. Fiz uma viagem sozinho nessa moto pelo litoral do Ceará, que foi inesquecível, encarando asfalto e areia, na boa, sem nenhum problema, só alegria. Uma fera, mesmo com pneu misto nas dunas. Mas tinha que saber acelerar. 

Aí meus amigos, quando as cilindradas estavam começando a aumentar, eu tive que fazer um downgrade kkkk .... família crescendo; os investimentos e o foco tinham de ser outros.

Os carros voltaram a ser prioridade pra transportar todo mundo de casa. Mesmo assim, mantive sempre uma moto na garagem pra não perder o laço com as duas rodas.

Suzuki Yes 125 se
Minha penúltima moto foi uma Suzuki Yes 125SE e, por conta do dia a dia, transporte de menino pro colégio, etc, eu andava pouquíssimo na bichinha.

No entanto, mesmo estando parada, a moto vai se acabando do mesmo jeito. São outros fatores: bateria que não carrega por falta de uso, poeira que vai incrustrando e criando ferrugem nas partes cromadas; gasolina que vai ficando velha, sujando tanque e entupindo carburador .... bom, é um saco ficar só fazendo manutenção sem usar.

Aí começou o dilema de vender a moto. Comecei a botar na cabeça de vender a Suzuki, vender, vender, vender e percebi que o dinheiro que pagariam não compensava, era melhor ficar com ela guardada. Até que, quando já tinha quase desistido, fui numa revenda Suzuki e recebi uma boa avaliação. O detalhe é que a avaliação era na troca por uma nova kkkkk.

Como eu tinha acabado de trocar de carro (e a moto ia ficar apenas para pequenos percursos, só pra diversão mesmo) fiquei numa dúvida danada do que escolher.

Eu só tinha na cabeça que não queria gastar demais, afinal o "dinheiro" ia ficar mais tempo parado na garagem que rodando, então pensei: vou pegar uma coisa diferente. Eu sempre tive vontade de andar de scooter, mas não tinha coragem de comprar uma porque pensava: - Essas "lambretinhas" não devem prestar.

Nada é unanimidade e eu sempre tenho na cabaça que há opinião pra tudo; então, nesses assuntos, preciso levar em consideração a opinião da maioria (se tiver fundamento) e tomar a decisão. 

Aí então comecei a pesquisar e constatei que as reclamações eram menores que os elogios feitos à scooter Burgman 125i, da Suzuki.

Suzuki Burgman 125i
Pesquisei bastante mesmo. Os primeiros modelos, com carburador, os novos com injeção eletrônica, levei em consideração o uso que eu pretendia dar à moto que ia comprar e acabei gastando mais um pouco e adquirindo uma "lambretinha" rsrs.

Tem pouco tempo de uso. Estou completando a primeira semana, em pequenos percursos, mas estou achando ótima.

A saída dela no sinal é muito boa: bom troque e não fica atrás de nenhuma outra.

Super macia. A vibração do motor é quase imperceptível, bem menor que qualquer uma das motos que eu já tinha usado. 

Painel da "Burguiminha"
Os espaços para levar pequenas bagagens também facilitam minha vida. Seja embaixo do banco, seja no pequeno "porta luvas" que tem na frente, ou mesmo no gancho pra carregar sacolas, você nunca precisa ficar com os bolsos cheios (da pra guardar carteira, celular, livro, paletó, etc.).

O design dela é muito bonito mesmo (e a cor ajuda na visualização pelos motoristas de carro).

Uma coisa que sempre me preocupou foi sofrer uma colisão lateral de um automóvel e quebrar ou esmagar a perna. Na scooter esse problema de esmagamento é mais difícil, porque suas pernas estão dentro de um vão, livre; não tem o tanque e o motor pra fazer um sanduíche com o pará-choque do carro.

Passar marcha numa moto, pra quem está acostumado, é coisa automática. A gente até prefere, pra ganhar giros de aceleração, reduzir na hora que quiser e tal, mas a opção de apenas acelerar também é muito legal, estou gostando.

Só tenho três reclamações por enquanto: 

  • a) os freios são meio borrachudos mesmo, como falavam nas pesquisas que fiz. Não adianta apertar porque o tempo de resposta deles é bem mais lento, então você tem que andar de olho láaaaa na frente e antecipar suas decisões;
  • b) a retomada de velocidade é mais lenta realmente. se estiver andando rápido e diminuir, a retomada vai ser mais lenta. Acredito que seja por causa do câmbio automático. Você não pode pular pra uma redução, então tem que esperar o motor crescer por conta dele mesmo.
  • c) No começo você sofre um pouco com os buracos, até lembrar que os pneus são menores e precisa desviar com mais freqüência das irregularidades da pista. Já estou quase acostumado com isso.


No mais estou adorando. O banco é super confortável, é fácil levantar ela no cavalete central, a trava de direção e do banco são no mesmo local e isso facilita as coisas. Mesmo amaciando o motor estou percebendo que o consumo dela é baixo (ou seja, a amarelinha é mesmo econômica como falavam nas pesquisas).

Amigos, por enquanto é só! Depois a gente fala mais de motos e scooters.

Pra quem gosta de Scooter, vale a pena olhar Gosto de Scooters, Scooter Diário e (no face) Scooter no faceBurgman 125i no face

***** relendo este post hoje (01/jun/2017) percebi que deixei de falar das duas Twister 250cc da Honda que já fizeram parte da minha vida. Pois é, teve essas duas também hehehehehe.